domingo, 29 de novembro de 2009

Apóstolo Paulo, brilha muito no Coríntios

1 Coríntios 1: 17 - 31, gosto muito dessa passagem principalmente aquela parte que diz que Deus escolheu as coisas loucas deste mundo! :)

17 Porque Cristo enviou-me, não para batizar, mas para evangelizar; não em sabedoria de palavras, para que a cruz de Cristo se não faça vã.


18 Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus.

19 Porque está escrito: Destruirei a sabedoria dos sábios, E aniquilarei a inteligência dos inteligentes.

20 Onde está o sábio? Onde está o escriba? Onde está o inquiridor deste século? Porventura não tornou Deus louca a sabedoria deste mundo?

21 Visto como na sabedoria de Deus o mundo não conheceu a Deus pela sua sabedoria, aprouve a Deus salvar os crentes pela loucura da pregação.

22 Porque os judeus pedem sinal, e os gregos buscam sabedoria;

23 Mas nós pregamos a Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus, e loucura para os gregos.

24 Mas para os que são chamados, tanto judeus como gregos, lhes pregamos a Cristo, poder de Deus, e sabedoria de Deus.

25 Porque a loucura de Deus é mais sábia do que os homens; e a fraqueza de Deus é mais forte do que os homens.

26 Porque, vede, irmãos, a vossa vocação, que não são muitos os sábios segundo a carne, nem muitos os poderosos, nem muitos os nobres que são chamados.

27 Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes;

28 E Deus escolheu as coisas vis deste mundo, e as desprezíveis, e as que não são, para aniquilar as que são;

29 Para que nenhuma carne se glorie perante ele.

30 Mas vós sois dele, em Jesus Cristo, o qual para nós foi feito por Deus sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção;

31 Para que, como está escrito: Aquele que se gloria glorie-se no Senhor.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Censura e Repressão - Exposição "A beleza da margem,à margem da beleza" apreendida pela prefeitura de Belo Horizonte

Repassando email que recebi de um amigo meu o fotografo Rafael Lageque teve suas fotografias apreendidas pela fiscalização da Prefeitura de BH.

Cara Débora, achei que se interessaria por saber, no dia 18/11/2009, a Exposição "A beleza da margem...", que tratava de denunciar a situação de marginalização imposta pela prefeitura municipal de Belo Horizonte, aos artesãos de rua, foi confiscada. A alegação foi obstrução de via pública, uma lei criada para a remoção de lixo e entulho.

Uma clara ação de censura, a exposição era o único meio de comunicação que tratava da questão, dado que o grupo de artistas não tem respaldo na mídia e em geral é tratado pela sociedade como tema marginal. O caso já esta na defensoria pública e dentro de uma semana estareientrando com um mandato de segurança para que seja devolvido o material e uma liminar que reintegre o direito de expor na rua.

Caso se interesse em saber mais, peço que visite o blog:
http://belezadamargem.wordpress.com/

Lá, além de fotos do trabalho exposto, existem detalhes relevantes ao caso e que considero de interesse público.

Abraços pra ti!
Tudo de bom!

Rafael Lage

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

O FUTURO DA NAÇÃO

Pois é, eu também fiquei chocado, mais precisamente enojado com essa notícia. Que gente(?) é essa?
E não estamos falando de garotos do Primeiro Grau ou do Segundo Grau, não, é gente que está na FACULDADE. Esse episódio explicita duas coisas bem nojentas e muito em voga:
1 - O atual movimento de prolongar a adolescência ad eternum. Ninguém mais quer ser adulto, todo mundo quer ser adolescente a vida toda, jogar videogame, usar boné, se vestir como garotos propaganda da Adidas, Nike ou Puma, chamar as meninas de puta.

2 - O espírito de turba. Numa multidão qualquer fascistinha dá vazão a seus impulsos e a barbárie tem lugar, é só o primeiro idiota gritar "lincha!" e o resto vai atrás. Por isso eu não gosto de torcida de futebol. É o mesmo espírito. Ninguém tem coragem de SOZINHO ir lá na frente do jogador e xingar a mãe dele ou a mãe do cara da torcida adversária, mas num coro de "machões" todo mundo é super corajoso.

É tudo muito nojento.




sábado, 31 de outubro de 2009


domingo, 18 de outubro de 2009

Confissões de um ex-dependente de igreja



sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Clame por justiça: Direitos fundamentais de favelados - abordagem policial

Escrito por Antonio Visconti


Dr. Oscar Vilhena Vieira, que tem se dedicado à concretização dos direitos humanos, conta episódio bem ilustrativo da diferença de tratamento de policiais aos bem nascidos e aos pobres e miseráveis. No trajeto para o local em que proferiria palestra em evento do Ministério Público Democrático teve um problema qualquer, de pequena monta, com um motoqueiro. Logo adiante estava um policial militar, que não presenciara o fato, mas teve a atenção despertada e se dirigiu aos condutores. A ele: "Tudo bem, Doutor. Passar bem", e foi liberado. Já o motoqueiro foi posto imediatamente com as mãos na parede Pe. Agostinho Duarte de Oliveira, velho combatente pelos direitos humanos dos desvalidos, em especial adolescentes infratores e presos, há alguns meses trouxe o problema de jovem anteriormente processado por tráfico de drogas e absolvido; não mais deveria ser molestado em razão desse triste episódio.

No entanto, quase sempre que avistado por policiais militares na favela em que mora, algum deles aponta o revólver para a cabeça e indaga de seus antecedentes criminais. Admitindo já ter sido processado por tráfico de drogas, torna-se suspeito de seguir metido na criminalidade; negando, o miliciano tem condições de em pouco tempo saber da existência do mesmo processo e mais avolumada se torna a suspeição apontada. Se correr, o bicho mata, se ficar, o bicho pega ...

Soube recentemente de que jovens favelados andam com a nota fiscal de compra de celular no bolso, sob pena de se presumir que o tenha obtido criminosamente quando revistado por policial militar, o que é fato corriqueiro.

Muitos outros episódios semelhantes poderiam ser lembrados, ilustrativos de deplorável abuso de autoridade.Mas nas ruas de uma metrópole sempre estão marginais perigosos, em
vias de praticar crime ou que o cometeram há pouco tempo. E muitas vezes há mandado de prisão contra eles; precisam ser imediatamente presos. Espera-se da Polícia que realize essa tarefa e a Militar mais comumente se defronta com esses casos.

Não há como negar, pois, que em certas situações, na qual o policial razoavelmente anteveja a necessidade de deter alguém, proceda de modo a preservar a própria integridade física, o que justificaria que se aproxime desse indivíduo já portando seu revólver.

Isso, porém, não justifica que se suspeite a torto e a direito de alguém por sua cor, aparência ou por estar pilotando moto, multiplicando buscas pessoais a pretexto de apreender arma ou droga. Enquanto as revistas vexatórias diuturnamente têm por alvo pessoas, sobretudo jovens, cuja aparência indique morar na favela ou na periferia, raramente se ouve falar de tal procedimento contra os bem nascidos.

Todos quantos almejam ver respeitados os direitos fundamentais de todas as pessoas, de todas as classes sociais, precisam empreender movimento de grande envergadura com vistas a regular devidamente a ação de policiais, delimitando com rigor as hipóteses nas quais podem e devem averiguar a prática atual ou iminente de um crime ou sua realização há pouco tempo ou se contra alguém pende mandado de prisão. E fora delas, o abuso há de ser reprimido com o necessário rigor. Tarefa, sobretudo, de entidades dedicadas à concretização de direitos fundamentais e que não andam muito ativas nestes últimos tempos. O caminho a percorrer é longo e áspero.Noticiário recente da TV mostrou comportamento violento de policiais militares contra jovens dos quais vizinhos reclamavam por estar
promovendo algazarra em seu apartamento. Um deles espancou covardemente um dos moços e ameaçava dar tiro na cara de outro. Havia câmera no local, o que possibilitou filmar a cena.Entrevistado, oficial da PM afirmou tratar-se de "armação" daqueles moços, cujas tropelias já haviam determinado diligências anteriores dos milicianos e que na ocasião foram atraídos para aquela cilada, culminando no escândalo mostrado pela Globo. Ou seja, as
arbitrariedades exibidas não tinham maior importância, condenável era o comportamento dos jovens, contumazes perturbadores do sossego alheio e que ainda se permitiam documentar a diligência policial para comprometer os que a realizavam...

Não será acobertando abusos em razão de corporativismo que se obterá o respeito aos direitos fundamentais de todo e qualquer cidadão, seja qual for sua condição social.

Há um longo caminho a percorrer. Porém, quanto mais se demora a encontrar meios para fazer de todos que vivem neste país cidadãos de verdade, mais tardará a realização desse objetivo.

Antonio Visconti é Procurador de Justiça aposentado e vice-presidente
do Movimento do Ministério Público Democrático.